sociedade

sexta, junho 15th, 2012

desPropaganda

A  proposta da desPropaganda é de  hackear o marketing, subverter sua idéia inicial de valoração de produto para a valoração de ações. A idéia macro é proporcionar uma imensa capacidade de comunicação a quem sempre necessitou e nunca teve como pagar.

A “desPropaganda” funcionará como uma agência de propaganda crowdsourcing atendendo apenas contas de organizações sociais, coletivos e movimentos sociais, que não necessitarão pagar nada pelo trabalho!

Com isto além de atender às causas das organizações,coletivos e movimentos, o projeto irá envolver estudantes, professores e profissionais de comunicação voluntários, bem como diversos atores da sociedade.

Justificativa

Movimentos sociais, coletivos, e vozes das biolutas na maioria das vezes contam com a ação voluntária de seus pares e simpatizantes, que é o que eles tem de melhor. Nem sempre possuem voluntários com potencial criativo e/ou de marketing, restringindo o impacto de sua comunicação. Ainda que contem com estes recursos, podem não ter recursos financeiros suficientes para produzir uma campanha de impacto. Este problema de comunicação acaba provocando um erro recorrente de falar sempre para o mesmo público, pois os canais e as mensagens na maioria das vezes são as mesmas. Por conta disto deixa-se de impactar um grande publico potencial que teria todas as condições de abraçar a potencializar as causas, levando-as à um novo patamar.

Motivação

Este projeto surgiu da constatação que muitos movimentos sociais, coletivos, organizações não governamentais, apesar de abraçarem causas importantes, não conseguem agregar resultados mais efetivos por não conseguir impactar um público potencialmente interessado. Por outro lado o establishment conta com excelentes agências de propaganda para divulgar seus produtos e serviços. Observando o poder das multidões conectadas, e o potencial da inteligência coletiva, imaginamos uma agência de propaganda que utilizasse todo potencial destes poderes emergentes para produzir para estes beneficiários resultados superiores aos que as agências tradicionais produzem para o establishment, e principalmente sem nenhum custo para as organizações, coletivos e movimentos beneficiados.

Caráter inovador do projeto

Este é um projeto inovador, tanto na forma como no objetivo, pois ele objetiva ser uma agência de propaganda totalmente focada no crowdsource e no crowdfounding, e com o objetivo de atender exclusivamente as ações e causas de movimentos, coletivos e organizações não governamentais. Através de campanhas de comunicação e marketing profissionais e sem nenhum custo para os beneficiados.

Objetivos

  • Empoderamento efetivo das causas e ações dos coletivos, movimentos e organizações não governamentais, através de estratégias de comunicação e marketing;
  • Engajamento de profissionais e estudantes de comunicação em projetos de comunicação e marketing com foco em resultados efetivos;
  • Envolvimento de diversos atores da sociedade nas seis diferentes etapas do processo, incluindo a possibilidade de participar através de doações via crowdfounding.

Beneficiários

O potencial de benefício é muito grande, pois uma boa estratégia de comunicação e marketing alavancará as causas potencializando resultados, beneficiando assim os envolvidos que são, para cada projeto: Organizações, movimentos ou coletivos e seus peers, voluntários de diversos setores, beneficiados destas organizações, movimentos e coletivos.

Isto sem falar que a cada campanha, haverá sempre o incremento no capital social, e consequentemente ampliando o potencial de ação do desPropaganda, numa verdadeira bola de neve do bem, pois é um projeto com grande poder de aderência.

 

Metodologia (Modus Operandi)

O projeto não tem nenhuma restrição em relação aos atores e às causas, a primeira etapa é a construção da ferramenta que permitirá viabilizar o projeto como um todo. Esta ferramenta será online, open source,e acessível à todos, e suportará as seis fases que compreenderão o ciclo operacional do desPropaganda:

Fase 1 – Necessidade

O movimento, coletivo ou organização cadastrará no site as necessidades de comunicação, que irão produzir um briefing. Nesta fase os atores serão os “clientes” ou seja, movimento, coletivo ou organização que necessita da campanha.

Fase 2 – Valoração

O briefing é disseminado nas mídias e meios sociais, para que a proposta seja votada e venha a ser executada. O período de valoração terá um prazo, e durante o período o briefing poderá receber críticas e sugestões. Nesta fase os atores serão os “clientes” seus peers, e qualquer outra pessoa que deseje participar. Nesta fase há uma contigência, que caso o briefing não seja aprovado, ele poderá ser revisado e apresentado novamente à uma nova fase de valoração.

Fase 3 – Construção

Os briefings aprovados serão decupados, é uma fase de montar e executar o grupo de trabalho, os voluntários podem se cadastrar para participar da campanha, e os coordenadores dos grupos, professores e profissionais do mercado, serão designados para os projetos. Ë um momento de brainstorm e construção da campanha, montagem e estudo de estratégias de marketing e comunicação,plano de mídia e etc. Os atores nesta etapa serão os “clientes” voluntários do desPropaganda e seus peers.

Fase 4 – Captação

Uma vez planejada a campanha, é hora de captar recursos para sua execução, em parceria com sites de crowdfounding, a campanha será apresentada e estará aberta para captação, é o momento de todos os atores trabalharem juntos para divulgar o projeto e levantar recursos para sua execução. Há uma contigência, se a campanha não for capitalizada, ela será revisada e discutida com o “cliente” e enviada novamente para captação.

Fase 5 – Campanha

É o momento de consolidar a campanha que foi construida, colocar em prática as idéias e começar a avaliar os resultados. Neste momento todos os atores estarão presentes, incluindo ai os dos veículos escolhidos para as campanhas.

Fase 6 – Avaliação

Ë o momento final, de avaliar se os objetivos foram atingidos, é hora de registrar métricas para determinar o sucesso da campanha. Ë hora de produzir um estudo de caso, para que fique na base de dados do projeto, colaborando na construção do conhecimento coletivo.

 

 

Tecnologias empregadas no projeto

Na construção da ferramenta serão utilizadas ferramentas livres, plataformas livres como PHP, Pyton, MySQL, dentre outras,e todo o projeto da plataforma será desenvolvida como software livre.

Nas campanhas serão utilizadas todas as tecnologias crossmedia para campanhas de baixo custo, como Internet, TV (horários de concessão especial), Rádio (idem), Veículos impressos, Ações de Marketing de Guerrilha, Ações de assessoria de imprensa, ARGs, Advergames, e tudo mais que for possível.

Entregas

A primeira etapa do projeto entregará uma plataforma pronta e aberta que possibilitará sua replicação.
Na operação as entregas serão em termos de campanhas, como já descrito, e através de estudos de caso.

Além disto, alunos universitários, que suas instituições tiverem acordo operacional com nosso projeto, receberão crédito de horas de estágio não remunerado.

Todo voluntário do desPropaganda terá sua página pessoal onde constará suas atuações, participações, avaliações e histórico, que contarão ponto dentro do sistema.

Monitoramento

Durante a primeira etapa, a da construção da ferramenta, utilizaremos ferramentas abertas de gestão de projetos, com base em SCRUM, que serão abertas e visíveis ao público. Uma plataforma de SVN aberta será utilizada para a gestão do código e colaboradores.

Na etapa operacional, a própria ferramenta construída oferecerá formas de monitoramento, registro e avaliação de cada etapa de cada campanha e de cada voluntário, bem como prestação de contas dos recursos captados.

 

 

 


segunda, agosto 15th, 2011

Em Busca do Brasil Precário @ Ônibus Hacker

Projeto audiovisual colaborativo para documentar as viagens do ônibus hacker. Uma proposta capaz de destruir e explicitar  os mitos que acompanham os processos de “desenvolvimento” do país como base para a apresentação das construção de arranjos sociais humanos e abertos.O teor documental desse processo é  inteiramente colaborativo com o objetivo de contextualizar o real,  desmistificando o “Brasil, país do Futuro” e explicitando sua  precariedade. Utilizando a força da câmera no ambiente, caracterizando sua natureza testemunhal. Sem intervenções ou representações. Não maquiando o espaço e/ou a relação do individuo com ambiente.

A produção audiovisual colaborativa pretende, também, cristalizar as produções simbólica e experimental das narrativas possíveis graças aos novos métodos de captação e edição de imagens. Essa proposição relaciona-se de frente com a identidade brasileira e seus diversos remixes, tão inerentes à cultura do país, mas esquecidas e ofuscadas por modelos considerados melhores por virem de países mais ricos.

Os conceitos como improviso, sobrevivência, desvio de formalidades, gambiarra, colaboração, produção coletiva de conhecimento, ressignificação da tecnologia e apropriação são as fronteiras e palavras-chaves para o que aqui trataremos como o “precário”. E é isso que em nosso país chamamos de “precário”, por não possuir o design e o mercado capitalista formatado, é considerado a evolução da informação e do conhecimento nos países do hemisfério norte. É um serviço à exaltação da identidade brasileira por meio de demonstrações de situações reais que acontecem por todo o Brasil.

Objetivos Específicos

- Construir conteúdo que possa servir como documentação das viagens do ônibus hacker, em vídeos (com cerca de 30 min cada), fotografias e posts de blog;
- Delinear e executar uma proposta alternativa que misture conteúdo reflexivo e informativo com às estética e linguagem colaborativas;
- Valorizar a experimentação audiovisual, fugindo das formalidades e dando espaço às descobertas e ao improviso;
- Gerar uma série de programas licenciados em Creative Commons e confeccionados com ferramentas e princípios do Software Livre: compartilhamento, remix e replicabilidade;
- Salientar a identidade brasileira, identificando pontos que exemplifiquem nossa rica e ampla cultura.

Justificativa

“Outro dia, conversando com amigos, alguém falava sobre como o capitalismo tinha mudado no mundo todo, sobre o sistema de controle da mão-de-obra do capitalismo moderno, a precarização, informalização etc. E aí alguém lembrou que isso sempre existiu no Brasil. E eu fiquei pensando, sempre disseram que o Brasil era o país do futuro, iria ser o grande país do futuro. Coisa nenhuma, o futuro é que virou Brasil. O Brasil não chegou ao futuro, foi o contrário. Para o bem ou para o mal, agora tudo é Brasil. (…) Esse debate é na verdade uma estrutura de longa duração na cultura brasileira. O governo atual, por exemplo, está dividido ao meio, porque há dois projetos chamados de “nacionais”. Um é o projeto nacional clássico, no mau sentido da palavra, que é o de inventar (ou descobrir) essa coisa chamada de “identidade nacional”. O outro projeto é o que eu chamaria de “nós temos que desinventar o Brasil”. É um projeto mais internacional, que troca o “só nós, viva o Brasil”, pelo “tudo é Brasil” de que eu estava falando. Porque o mundo já é o Brasil, e esta questão já acabou, digamos assim… Uma frase que vivo repetindo é que o Brasil é grande, mas o mundo é pequeno; então não adianta ficar pensando só no Brasil.”

Eduardo Viveiros de Castro, no livro CulturaDigital.br

“Em busca do Brasil precário” quer mostrar o que é esse futuro que virou o Brasil. São situações que ainda existem de precariedade da vida humana e que estão espalhadas pelos rincões do país. A documentação coletada durante as viagens do ônibus hacker são exemplos para o que ainda se pode – e deve – modificar e reestruturar no país, para que, (quem sabe?), um dia o Brasil seja realmente o futuro, e não o contrário.

Uma das temáticas poéticas que permeia o imaginário nacional é o que chamamos de “Brasil Profundo”. Durante muitos anos, artistas, historiadores, cientistas sociais, filosófos e curiosos suscitaram questionamentos e relatos para compor uma identidade complexa, que mescla o visceral e a delicadeza do Brasil. Cenário que, aos poucos, foi desconstruído pela sede do concreto das metropóles tupiniquins.

As palmeiras e a brisa do mar, o brejeirismo, o ceú e oceanos azuis, o folclore, as mulatas, as baianas, as belas de biquínis e a bossa se chocaram com a necessidade do “moderno”. As rodovias que deveriam ser ocupadas por carros, os eletrodmésticos, os televisores, os shoppings centers, os importados.

Entre a poesia da “minha terra tem Palmeiras onde canta o sabiá” e toda a potencialidade daquilo que pode ser o país do futuro há, porém, um limbo: o “Brasil Precário”, onde “O Sertão é do Tamanho do Mundo”.

E essa condição de precariedade já não está mais isolada em apenas um contexto específico ou localidade: está em toda parte, nos quartos destinados aos empregados nas casas dos condomínios de luxo, com Cd’s piratas; no esgoto não tratado que é despejado nas praias particulares ou em resorts da Bahia; nas moradias irregulares e restaurantes flutuantes que ocupam o redor de nosso bem mais precioso, os mananciais; no descarte inadequado de eletrônicos; nas cidades turísticas que são exploradas sem infra-estrutura alguma; em cidades surreais como Cubatão, por exemplo, pólo de indústrias altamente poluidoras; na indústria da moda, que polui com efluentes de corantes e subemprega imigrantes.

As zonas descentralizadas, esses contextos surreais, já não estão mais separados ou distantes daquilo que se desenvolveu. É apenas o outro extremo, que caminha paralelamente. Na base do improviso como solução orgânica para resolução e adaptação de conextos de vida-limite, nasce a gambiarra. Não como alternativa tosca, mas como a elaboração de um recurso improvisado de saber fazer e porque fazer em busca da sobrevivência. Desde para fazer a água potável chegar em sua residência, se divertir copiando músicas em CD’s, puxando a televisão a cabo até inventando possibilidades de vida.

Um contexto que ilustra uma sociedade que não precisa mais se preocupar com a miséria extrema, vivida anos atrás no Brasil, uma vez que:

“Nenhum homem faminto e sóbrio pode ser convencido a gastar seu último dólar em outra coisa a não ser comida. Mas uma pessoa bem alimentada, bem vestida, bem abrigada e em tudo mais bem cuidada pode ser convencida a escolher entre um barbeador e uma escova de dentes elétrica. Juntamente com preços e custos, a demanda do consumidor se torna sujeita a administração”. (John Kenneth Galbraith, em “The new Industrial State”, de 1967)

Citando o artigo de Felipe Fonseca:

“Muita gente não entendeu que não só o Brasil não vai virar uma Europa, como o mais provável é que o mundo inteiro esteja se tornando um Brasil – simultaneamente desenvolvido, hiperconectado e precário. Não entendeu que o Brasil é uma nação cyberpunk de chinelos: passamos mais tempo online do que as pessoas de qualquer outro país; desenvolvemos uma grande habilidade no uso de ferramentas sociais online; temos computadores em doze prestações no hipermercado, lanhouses em cada esquina e celulares com bluetooth a preços acessíveis, o que transforma fundamentalmente o cotidiano de uma grande parcela da população – a tal “nova classe média”. Grande parte dessas pessoas não tem um vasto repertório intelectual no sentido tradicional, mas (ou justamente por isso) em nível de apropriação concreta de novas tecnologias estão muito à frente da elite “letrada”.

Listamos, assim, alguns formatos já existentes e tagueamos pontos em comum a este projeto:

Mochilão MTV
http://mtv.uol.com.br/mochilao/blog
tags: itinerâncias, descobertas, improviso, pessoas, comunidades

No Caminho – Multishow
http://multishow.globo.com/No-Caminho/
tags: resignificações, itinerâncias, nomadismo, misticismo, imaginários

Urbano
http://multishow.globo.com/Urbano/
tags: global, tecnologia, informação

Como referências temáticas que se aproximam citamos:

Surplus
http://www.imdb.com/title/tt0368314/

A História das Coisas
http://www.storyofstuff.com/

Ilha das Flores
http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=647

Títulos que agregam uma diversidade de propostas e enredos, abordam pontos pertinentes ratificando a proposta de “abrir a caixa preta”, de trazer à tona informações reflexivas.

Plataforma

O sítio na internet “Em busca do Brasil Precário” é uma plataforma de hospedagem de informações multimídia sobre as situações limites que o povo brasileiro vive. Ele será o meio de mostrar o conteúdo coletado durante as viagens por regiões do país, em que os visitantes do portal e moradores dos locais poderão colaborar com seus próprios materiais e denúncias. Por meio do site, poder-se-á acompanhar as viagens em tempo real, por meio do georreferenciamento.

Home

A página principal do site do projeto mostrará grande parte do conteúdo produzido. A ideia é simplificar a navegação o máximo possível, para que o usuário não se perca em cliques e procuras inúteis. Logo de início, há o vídeo mais recente produzido pela equipe e o mapa mostrando a localidade que a produção está investigando para desenvolver o material. O mapa será o guia georreferenciado para acompanhar os passos e a velocidade de captação e apuração da equipe. Celulares com GPS serão os orientadores para a publicação com conteúdos.

O mapa é completamente navegável. Quando o visitante clica em outra cidade, a home muda inteiramente, mostrando o conteúdo relacionado àquela região. Dessa forma, procura-se reduzir a complexidade da navegação para que a página principal seja o local onde estão todas as informações. O conteúdo produzido é o mais importante de toda a plataforma, então, é primordial que o visitante não precise navegar tanto para encontrar o que procura.

O mapa ainda é seguido de uma legenda, no qual constará algumas instruções sobre como navegar pelo site e da própria região selecionada. Como o conteúdo será amplamente dinâmico, com equipes mandando conteúdo em tempo real, o rodapé de instrução é o meio para que o visitante não se perca e entenda rapidamente como chegar às informações.

A parte principal da página ficará para o conteúdo propriamente dito, com o vídeo, foto ou texto produzidos pela equipe. Logo que o visitante entra, o conteúdo encontrado sempre será da última localidade visitada, mas que ele poderá trocar facilmente usando o mapa de navegação ao lado. Abaixo do conteúdo multimídia, há espaço para textos explicativos para complementar o conteúdo audiovisual. Esses três módulos (foto, vídeo e texto) são totalmente modulares, podendo ou não entrar no layout final da página.

Há ainda a possibilidade com que os visitantes contribuam com seus próprios conteúdos sobre as regiões, mandando textos, depoimentos, vídeos, áudios e fotos sobre as localidades. A ideia é que os visitantes consigam também mostrar outros vieses da precaridade do Brasil (sem considerar a significação pejorativa sobre o tema) que não estava prevista na apuração. Essa área é um meio para que as pessoas colaborem com o conteúdo que a equipe produzir, abrindo a oportunidade para que se faça um grande mapeamento sobre a cultura brasileira.

Os visitantes poderão comentar os materiais, para que, assim, gere discussões sobre a temática e inicia-se uma conversa sobre a situação destas regiões. A página principal também abrigará um box de navegação com conteúdos relacionados aos temas propostos.

Colabore

Novos conteúdos poderão ser adicionados ao principal pelos visitantes. A página é simples. Será necessário fazer um pequeno cadastro para que se consiga saber o histórico de textos, vídeos e imagens cadastradas, além de colocar um controle para evitar mensagens indevidas, como spams. Para tanto, o usuário poderá escolher entre usar o mesmo login de outras redes sociais (como Facebook, Twitter, OpenID, e outros) ou fazer um breve cadastro no próprio site.

Não haverá uma interface própria para o usuário logado. Não se quer que haja mais e mais páginas, cadastros e informações a ser complementadas. O importante são as informações e o conteúdo referente a cada localidade.

O conteúdo cadastrado não será copiado no sistema da plataforma, mas apenas indicado. O sistema usará o feed dos RSSs dos blogs e outras ferramentas para indicar o conteúdo, ou, então, o usuário poderá colocar a descrição do link com as palavras que desejar. Para que não atrapalhe os sistemas de busca, o usuário deve cadastrar palavras-chaves que condizam com o conteúdo, para que seja relacionado nos mecanismos de busca e indicados nas páginas dos artistas, movimentos e períodos. E é de extrema importância também que o usuário cadastre sua indicação a um conteúdo-âncora da plataforma, para que a indicação fique ligada a uma determinada informação.

Blog

A área para os blogs será destinada a um tipo de informação mais pessoal, feita pela equipe que está in loco coletando o material. Quer-se, assim, mostrar o que as pessoas realmente sentem e vivenciam em áreas com estas características, especialmente sob esses temas. Os posts serão organizados por autor, tags e categorias, deixando com que o visitante escolha qual a melhor forma para acompanhar todo o processo.

Cada autor deverá ter sua descrição e respectiva foto para a idenficação imediata entre o visitante e quem escreve. Eles devem ter também perfis nas principais redes sociais para que a comunicação flua melhor entre eles e o público. Se eles quiserem e tiver motivo para tanto, será por meio do blog que eles entrarão ao vivo, por streaming, para mostrar eventos, acontecimentos ou entrevistas, aumentando a dinamicidade do site.

O blog também será o local em que as informações disponíveis serão complementadas por outras referências, trazidas pelxs próprixs autores.

Disponibilização

O conteúdo produzido será licenciado em licenças mais brandas de autoria, como o Creative Commons. Dessa maneira, qualquer um poderá usar o material disponibilizado no website, democratizando o acesso às informações coletadas.

O Creative Commons Brasil (http://www.creativecommons.org.br/) é um projeto sem fins lucrativos que disponibiliza licenças flexíveis para obras intelectuais.O Creative Commons Brasil disponibiliza opções flexíveis de licenças que garantem proteção e liberdade para artistas e autores. Partindo da idéia de “todos os direitos reservados” do direito autoral tradicional nós a recriamos para transformá-la em “alguns direitos reservados”.

No Brasil, o Creative Commons (ver as bases do projeto inicial http://wiki.creativecommons.org/History) é mantido com recursos e pessoal do Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getulio Vargas (http://direitorio.fgv.br/cts/sobre).

Assim, já que a legislação não nos obriga ESPECIFICAMENTE a registrar a obra na Biblioteca Nacional que usa os preceitos de “todos os direitos reservados” que não acreditamos e praticamos, salvaguardamos essa proposta com a licença “Creative Commons” de notório reconhecimento e validade no território nacional e em todo mundo.

Exemplos de precedentes dessa possibilidade, já exibidos em televisão, são as obra de Pedro Bayeux:

“Rec and Beat”
http://mtv.uol.com.br/noticias/mtv-transmite-document%C3%A1rio-%E2%80%9Crec-and-beat%E2%80%9D-veja-entrevista-com-o-diretor

“Gamer Br”
http://www.overmundo.com.br/banco/gamerbr

Mais informações legais sobre a proposta Creative Commons:

O Commons: relacionada à idéia de domínio público está a idéia geral de “commons” – recursos que não são divididos em partes individuais de propriedade, mas são mantidos juntos para que todos possam utilizá-los sem permissão especial. Pense nas vias públicas, parques, rios, o espaço sideral, e trabalhos criativos em domínio público – todos esses exemplos são de alguma forma parte do “commons”. A “tragédia dos commons” é a noção de que o uso público de um “commons” leva ao seu inevitável esgotamento. Mas alguns recursos, uma vez criados, não podem ser esgotados. Nas palavras de Thomas Jefferson, “aquele que recebe uma idéia de mim, recebe instrução para si mesmo sem diminuir a minha; assim como aquele que acende sua vela na minha, recebe luz sem apagar a minha”. Uma idéia não é diminuída quando mais pessoas a utilizam. O Creative Commons aspira cultivar um “commons” onde as pessoas sintam-se livres para reutilizar não só idéias, mas também palavras, imagens e música sem pedir permissão – por que a permissão já foi concedida a todos.

“Public Assets, Private Profits,” David Bollier (2001)
http://www.bollier.org/pdf/PA_Report.pdf

“Reclaiming the Commons,” Yes! Magazine (Summer 2001)
http://www.yesmagazine.com/18Commons/

“Reclaiming a Commons,” Lawrence Lessig (May 1999)
http://cyber.law.harvard.edu/events/lessigkeynote.pdf

Conteúdo Aberto: as comunidades de software livre e de código aberto inspiraram o que algumas vezes é chamado de “conteúdo aberto”. Alguns detentores de direitos autorais disponibilizaram livros, música e outras obras criativas sob licenças que permitem que qualquer pessoa copie e faça outros usos das obras sem permissão específica ou pagamento de royalty. Creative Commons espera construir sobre o trabalho desses pioneiros criando cláusulas que podem ser combinadas para permitir a disponibilização de obras para cópia e reuso criativo.

“Open content,” Wikipedia Encyclopedia
http://www.wikipedia.com/wiki/Open_content

“Why Open Content Matters,” Bryan Pfaffenberger, Linux Journal (Apr. 11, 2001)
http://www.linuxjournal.com/article.php?sid=4709

“Open Content,” Berkman Center for Internet & Society
http://cyber.law.harvard.edu/projects/opencontent.html

Licenças correlatas pelo mundo:

Design Science License
http://www.gnu.org/licenses/dsl.html

Free Art License
http://artlibre.org/licence/lalgb.html

Free Music Public License
http://www.fmpl.org/

Open Content License
http://opencontent.org/opl.shtml

Open Music License
http://openmusic.linuxtag.org/showitem.php?item=209

Open Publication License
http://opencontent.org/openpub/

GNU Free Documentation License
http://www.gnu.org/copyleft/fdl.html

Realização

MutGamb
Coletivo editorial nascido na rede MetaReciclagem que articula publicações colaborativas sobre temas como apropriação criativa de tecnologias, cultura digital experimental e redes colaborativas.
http://mutgamb.org

 

STATUS – articulação e captação

Etapas/Ajuda/Recursos:

1) Interface para agregar vídeos e externaizar o processo
- ajuda:
*design
*telaria/ai
- custo:
*servidor
*hospedagem

2) Equipe/Equipo
- ajuda:
* câmeras
* edição
* roteiro
* fotografias
* posts das itinerâncias

Algum recurso pode vir daqui:

http://www.changemakers.com/pt-br/citizenmedia/entries/em-busca-do-brasil-prec%C3%A1rio


quinta, novembro 18th, 2010

MutGamb

Em 2007, Felipe Fonseca idealizou a proposta original do Mutirão da Gambiarra. A ideia era criar uma plataforma online para a coleta, organização e análise de documentação gerada nos (até então) cinco anos de atividade da rede MetaReciclagem.

Publicação multimídia de código aberto Mutirão da Gambiarra – desenvolver ambiente online de discussões, DVD com documentação multimídia e livro experimental, fomentar o debate e a consolidação de idéias geradas nos cinco anos de existência da rede aberta MetaReciclagem.

No ano de 2009, a rede MetaReciclagem encaminhou uma proposta para o Prêmio Ponto de Mídia Livre, do Ministério da Cultura, via Agente Cidadão. O projeto foi contemplado e um dos eixos de articulação foi direcionar parte do recurso para reformular a proposta do Mutirão.

Desde então, a convite do Felipe Fonseca, eu (Maira Begalli) tenho trabalhado junto com um coletivo editoral na produção colaborativa e na externalização das ações da Rede por meio de MetaLivros, Encontrinhos e Publicações Sazonais e MicroMetragens . Os frutos dessas novas ações nos renderam a conquista de mais um Prêmio de Mídia Livre para o Mutirão (agora MutGamb) pela Veredas.

O Mutirão da Gambiarra como proposta editorial faz alusão a duas práticas presentes em na cultura brasileira:

Gambiarra – expressão brasileira que define qualquer desvio informal de conhecimentos técnicos. É uma prática cultural composta por todos os tipos de soluções improvisadas para os problemas cotidianos, viabilizadas com qualquer material disponível. É uma boa definição para a vontade de transformar criativamente o que se quer ou precisa, explorando a tecnologia. Gambiarra é uma solução edificada entre o limite do “temporário” e do “definitivo”. Entre seus processos estão tentar, observar, aprender e tentar novamente. Uma condição instável, que permite grandes doses de inovação espontânea.

Mutirão - forma tropicalizada da multidão, que reúne pessoas, sempre que solicitado para realizar objetivos maiores, como por exemplo: construir uma parede, limpar de uma casa, colocar lâmpadas em uma rua ou qualquer coisa. Quaisquer que sejam as diferenças pessoais, as pessoas tendem a ver o Mutirão como um esforço coletivo para um bem maior, que suspende temporariamente as tensões. O Mutirão geralmente não possui hierarquias.Cada um contribui como quer ou pode, e muitas vezes o resultado é satisfatório. Pode ser visto como uma forma muito produtiva para uma comunidade para atingir objetivos comuns.



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