meioambiente

segunda, agosto 15th, 2011

Em Busca do Brasil Precário @ Ônibus Hacker

Projeto audiovisual colaborativo para documentar as viagens do ônibus hacker. Uma proposta capaz de destruir e explicitar  os mitos que acompanham os processos de “desenvolvimento” do país como base para a apresentação das construção de arranjos sociais humanos e abertos.O teor documental desse processo é  inteiramente colaborativo com o objetivo de contextualizar o real,  desmistificando o “Brasil, país do Futuro” e explicitando sua  precariedade. Utilizando a força da câmera no ambiente, caracterizando sua natureza testemunhal. Sem intervenções ou representações. Não maquiando o espaço e/ou a relação do individuo com ambiente.

A produção audiovisual colaborativa pretende, também, cristalizar as produções simbólica e experimental das narrativas possíveis graças aos novos métodos de captação e edição de imagens. Essa proposição relaciona-se de frente com a identidade brasileira e seus diversos remixes, tão inerentes à cultura do país, mas esquecidas e ofuscadas por modelos considerados melhores por virem de países mais ricos.

Os conceitos como improviso, sobrevivência, desvio de formalidades, gambiarra, colaboração, produção coletiva de conhecimento, ressignificação da tecnologia e apropriação são as fronteiras e palavras-chaves para o que aqui trataremos como o “precário”. E é isso que em nosso país chamamos de “precário”, por não possuir o design e o mercado capitalista formatado, é considerado a evolução da informação e do conhecimento nos países do hemisfério norte. É um serviço à exaltação da identidade brasileira por meio de demonstrações de situações reais que acontecem por todo o Brasil.

Objetivos Específicos

- Construir conteúdo que possa servir como documentação das viagens do ônibus hacker, em vídeos (com cerca de 30 min cada), fotografias e posts de blog;
- Delinear e executar uma proposta alternativa que misture conteúdo reflexivo e informativo com às estética e linguagem colaborativas;
- Valorizar a experimentação audiovisual, fugindo das formalidades e dando espaço às descobertas e ao improviso;
- Gerar uma série de programas licenciados em Creative Commons e confeccionados com ferramentas e princípios do Software Livre: compartilhamento, remix e replicabilidade;
- Salientar a identidade brasileira, identificando pontos que exemplifiquem nossa rica e ampla cultura.

Justificativa

“Outro dia, conversando com amigos, alguém falava sobre como o capitalismo tinha mudado no mundo todo, sobre o sistema de controle da mão-de-obra do capitalismo moderno, a precarização, informalização etc. E aí alguém lembrou que isso sempre existiu no Brasil. E eu fiquei pensando, sempre disseram que o Brasil era o país do futuro, iria ser o grande país do futuro. Coisa nenhuma, o futuro é que virou Brasil. O Brasil não chegou ao futuro, foi o contrário. Para o bem ou para o mal, agora tudo é Brasil. (…) Esse debate é na verdade uma estrutura de longa duração na cultura brasileira. O governo atual, por exemplo, está dividido ao meio, porque há dois projetos chamados de “nacionais”. Um é o projeto nacional clássico, no mau sentido da palavra, que é o de inventar (ou descobrir) essa coisa chamada de “identidade nacional”. O outro projeto é o que eu chamaria de “nós temos que desinventar o Brasil”. É um projeto mais internacional, que troca o “só nós, viva o Brasil”, pelo “tudo é Brasil” de que eu estava falando. Porque o mundo já é o Brasil, e esta questão já acabou, digamos assim… Uma frase que vivo repetindo é que o Brasil é grande, mas o mundo é pequeno; então não adianta ficar pensando só no Brasil.”

Eduardo Viveiros de Castro, no livro CulturaDigital.br

“Em busca do Brasil precário” quer mostrar o que é esse futuro que virou o Brasil. São situações que ainda existem de precariedade da vida humana e que estão espalhadas pelos rincões do país. A documentação coletada durante as viagens do ônibus hacker são exemplos para o que ainda se pode – e deve – modificar e reestruturar no país, para que, (quem sabe?), um dia o Brasil seja realmente o futuro, e não o contrário.

Uma das temáticas poéticas que permeia o imaginário nacional é o que chamamos de “Brasil Profundo”. Durante muitos anos, artistas, historiadores, cientistas sociais, filosófos e curiosos suscitaram questionamentos e relatos para compor uma identidade complexa, que mescla o visceral e a delicadeza do Brasil. Cenário que, aos poucos, foi desconstruído pela sede do concreto das metropóles tupiniquins.

As palmeiras e a brisa do mar, o brejeirismo, o ceú e oceanos azuis, o folclore, as mulatas, as baianas, as belas de biquínis e a bossa se chocaram com a necessidade do “moderno”. As rodovias que deveriam ser ocupadas por carros, os eletrodmésticos, os televisores, os shoppings centers, os importados.

Entre a poesia da “minha terra tem Palmeiras onde canta o sabiá” e toda a potencialidade daquilo que pode ser o país do futuro há, porém, um limbo: o “Brasil Precário”, onde “O Sertão é do Tamanho do Mundo”.

E essa condição de precariedade já não está mais isolada em apenas um contexto específico ou localidade: está em toda parte, nos quartos destinados aos empregados nas casas dos condomínios de luxo, com Cd’s piratas; no esgoto não tratado que é despejado nas praias particulares ou em resorts da Bahia; nas moradias irregulares e restaurantes flutuantes que ocupam o redor de nosso bem mais precioso, os mananciais; no descarte inadequado de eletrônicos; nas cidades turísticas que são exploradas sem infra-estrutura alguma; em cidades surreais como Cubatão, por exemplo, pólo de indústrias altamente poluidoras; na indústria da moda, que polui com efluentes de corantes e subemprega imigrantes.

As zonas descentralizadas, esses contextos surreais, já não estão mais separados ou distantes daquilo que se desenvolveu. É apenas o outro extremo, que caminha paralelamente. Na base do improviso como solução orgânica para resolução e adaptação de conextos de vida-limite, nasce a gambiarra. Não como alternativa tosca, mas como a elaboração de um recurso improvisado de saber fazer e porque fazer em busca da sobrevivência. Desde para fazer a água potável chegar em sua residência, se divertir copiando músicas em CD’s, puxando a televisão a cabo até inventando possibilidades de vida.

Um contexto que ilustra uma sociedade que não precisa mais se preocupar com a miséria extrema, vivida anos atrás no Brasil, uma vez que:

“Nenhum homem faminto e sóbrio pode ser convencido a gastar seu último dólar em outra coisa a não ser comida. Mas uma pessoa bem alimentada, bem vestida, bem abrigada e em tudo mais bem cuidada pode ser convencida a escolher entre um barbeador e uma escova de dentes elétrica. Juntamente com preços e custos, a demanda do consumidor se torna sujeita a administração”. (John Kenneth Galbraith, em “The new Industrial State”, de 1967)

Citando o artigo de Felipe Fonseca:

“Muita gente não entendeu que não só o Brasil não vai virar uma Europa, como o mais provável é que o mundo inteiro esteja se tornando um Brasil – simultaneamente desenvolvido, hiperconectado e precário. Não entendeu que o Brasil é uma nação cyberpunk de chinelos: passamos mais tempo online do que as pessoas de qualquer outro país; desenvolvemos uma grande habilidade no uso de ferramentas sociais online; temos computadores em doze prestações no hipermercado, lanhouses em cada esquina e celulares com bluetooth a preços acessíveis, o que transforma fundamentalmente o cotidiano de uma grande parcela da população – a tal “nova classe média”. Grande parte dessas pessoas não tem um vasto repertório intelectual no sentido tradicional, mas (ou justamente por isso) em nível de apropriação concreta de novas tecnologias estão muito à frente da elite “letrada”.

Listamos, assim, alguns formatos já existentes e tagueamos pontos em comum a este projeto:

Mochilão MTV
http://mtv.uol.com.br/mochilao/blog
tags: itinerâncias, descobertas, improviso, pessoas, comunidades

No Caminho – Multishow
http://multishow.globo.com/No-Caminho/
tags: resignificações, itinerâncias, nomadismo, misticismo, imaginários

Urbano
http://multishow.globo.com/Urbano/
tags: global, tecnologia, informação

Como referências temáticas que se aproximam citamos:

Surplus
http://www.imdb.com/title/tt0368314/

A História das Coisas
http://www.storyofstuff.com/

Ilha das Flores
http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=647

Títulos que agregam uma diversidade de propostas e enredos, abordam pontos pertinentes ratificando a proposta de “abrir a caixa preta”, de trazer à tona informações reflexivas.

Plataforma

O sítio na internet “Em busca do Brasil Precário” é uma plataforma de hospedagem de informações multimídia sobre as situações limites que o povo brasileiro vive. Ele será o meio de mostrar o conteúdo coletado durante as viagens por regiões do país, em que os visitantes do portal e moradores dos locais poderão colaborar com seus próprios materiais e denúncias. Por meio do site, poder-se-á acompanhar as viagens em tempo real, por meio do georreferenciamento.

Home

A página principal do site do projeto mostrará grande parte do conteúdo produzido. A ideia é simplificar a navegação o máximo possível, para que o usuário não se perca em cliques e procuras inúteis. Logo de início, há o vídeo mais recente produzido pela equipe e o mapa mostrando a localidade que a produção está investigando para desenvolver o material. O mapa será o guia georreferenciado para acompanhar os passos e a velocidade de captação e apuração da equipe. Celulares com GPS serão os orientadores para a publicação com conteúdos.

O mapa é completamente navegável. Quando o visitante clica em outra cidade, a home muda inteiramente, mostrando o conteúdo relacionado àquela região. Dessa forma, procura-se reduzir a complexidade da navegação para que a página principal seja o local onde estão todas as informações. O conteúdo produzido é o mais importante de toda a plataforma, então, é primordial que o visitante não precise navegar tanto para encontrar o que procura.

O mapa ainda é seguido de uma legenda, no qual constará algumas instruções sobre como navegar pelo site e da própria região selecionada. Como o conteúdo será amplamente dinâmico, com equipes mandando conteúdo em tempo real, o rodapé de instrução é o meio para que o visitante não se perca e entenda rapidamente como chegar às informações.

A parte principal da página ficará para o conteúdo propriamente dito, com o vídeo, foto ou texto produzidos pela equipe. Logo que o visitante entra, o conteúdo encontrado sempre será da última localidade visitada, mas que ele poderá trocar facilmente usando o mapa de navegação ao lado. Abaixo do conteúdo multimídia, há espaço para textos explicativos para complementar o conteúdo audiovisual. Esses três módulos (foto, vídeo e texto) são totalmente modulares, podendo ou não entrar no layout final da página.

Há ainda a possibilidade com que os visitantes contribuam com seus próprios conteúdos sobre as regiões, mandando textos, depoimentos, vídeos, áudios e fotos sobre as localidades. A ideia é que os visitantes consigam também mostrar outros vieses da precaridade do Brasil (sem considerar a significação pejorativa sobre o tema) que não estava prevista na apuração. Essa área é um meio para que as pessoas colaborem com o conteúdo que a equipe produzir, abrindo a oportunidade para que se faça um grande mapeamento sobre a cultura brasileira.

Os visitantes poderão comentar os materiais, para que, assim, gere discussões sobre a temática e inicia-se uma conversa sobre a situação destas regiões. A página principal também abrigará um box de navegação com conteúdos relacionados aos temas propostos.

Colabore

Novos conteúdos poderão ser adicionados ao principal pelos visitantes. A página é simples. Será necessário fazer um pequeno cadastro para que se consiga saber o histórico de textos, vídeos e imagens cadastradas, além de colocar um controle para evitar mensagens indevidas, como spams. Para tanto, o usuário poderá escolher entre usar o mesmo login de outras redes sociais (como Facebook, Twitter, OpenID, e outros) ou fazer um breve cadastro no próprio site.

Não haverá uma interface própria para o usuário logado. Não se quer que haja mais e mais páginas, cadastros e informações a ser complementadas. O importante são as informações e o conteúdo referente a cada localidade.

O conteúdo cadastrado não será copiado no sistema da plataforma, mas apenas indicado. O sistema usará o feed dos RSSs dos blogs e outras ferramentas para indicar o conteúdo, ou, então, o usuário poderá colocar a descrição do link com as palavras que desejar. Para que não atrapalhe os sistemas de busca, o usuário deve cadastrar palavras-chaves que condizam com o conteúdo, para que seja relacionado nos mecanismos de busca e indicados nas páginas dos artistas, movimentos e períodos. E é de extrema importância também que o usuário cadastre sua indicação a um conteúdo-âncora da plataforma, para que a indicação fique ligada a uma determinada informação.

Blog

A área para os blogs será destinada a um tipo de informação mais pessoal, feita pela equipe que está in loco coletando o material. Quer-se, assim, mostrar o que as pessoas realmente sentem e vivenciam em áreas com estas características, especialmente sob esses temas. Os posts serão organizados por autor, tags e categorias, deixando com que o visitante escolha qual a melhor forma para acompanhar todo o processo.

Cada autor deverá ter sua descrição e respectiva foto para a idenficação imediata entre o visitante e quem escreve. Eles devem ter também perfis nas principais redes sociais para que a comunicação flua melhor entre eles e o público. Se eles quiserem e tiver motivo para tanto, será por meio do blog que eles entrarão ao vivo, por streaming, para mostrar eventos, acontecimentos ou entrevistas, aumentando a dinamicidade do site.

O blog também será o local em que as informações disponíveis serão complementadas por outras referências, trazidas pelxs próprixs autores.

Disponibilização

O conteúdo produzido será licenciado em licenças mais brandas de autoria, como o Creative Commons. Dessa maneira, qualquer um poderá usar o material disponibilizado no website, democratizando o acesso às informações coletadas.

O Creative Commons Brasil (http://www.creativecommons.org.br/) é um projeto sem fins lucrativos que disponibiliza licenças flexíveis para obras intelectuais.O Creative Commons Brasil disponibiliza opções flexíveis de licenças que garantem proteção e liberdade para artistas e autores. Partindo da idéia de “todos os direitos reservados” do direito autoral tradicional nós a recriamos para transformá-la em “alguns direitos reservados”.

No Brasil, o Creative Commons (ver as bases do projeto inicial http://wiki.creativecommons.org/History) é mantido com recursos e pessoal do Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getulio Vargas (http://direitorio.fgv.br/cts/sobre).

Assim, já que a legislação não nos obriga ESPECIFICAMENTE a registrar a obra na Biblioteca Nacional que usa os preceitos de “todos os direitos reservados” que não acreditamos e praticamos, salvaguardamos essa proposta com a licença “Creative Commons” de notório reconhecimento e validade no território nacional e em todo mundo.

Exemplos de precedentes dessa possibilidade, já exibidos em televisão, são as obra de Pedro Bayeux:

“Rec and Beat”
http://mtv.uol.com.br/noticias/mtv-transmite-document%C3%A1rio-%E2%80%9Crec-and-beat%E2%80%9D-veja-entrevista-com-o-diretor

“Gamer Br”
http://www.overmundo.com.br/banco/gamerbr

Mais informações legais sobre a proposta Creative Commons:

O Commons: relacionada à idéia de domínio público está a idéia geral de “commons” – recursos que não são divididos em partes individuais de propriedade, mas são mantidos juntos para que todos possam utilizá-los sem permissão especial. Pense nas vias públicas, parques, rios, o espaço sideral, e trabalhos criativos em domínio público – todos esses exemplos são de alguma forma parte do “commons”. A “tragédia dos commons” é a noção de que o uso público de um “commons” leva ao seu inevitável esgotamento. Mas alguns recursos, uma vez criados, não podem ser esgotados. Nas palavras de Thomas Jefferson, “aquele que recebe uma idéia de mim, recebe instrução para si mesmo sem diminuir a minha; assim como aquele que acende sua vela na minha, recebe luz sem apagar a minha”. Uma idéia não é diminuída quando mais pessoas a utilizam. O Creative Commons aspira cultivar um “commons” onde as pessoas sintam-se livres para reutilizar não só idéias, mas também palavras, imagens e música sem pedir permissão – por que a permissão já foi concedida a todos.

“Public Assets, Private Profits,” David Bollier (2001)
http://www.bollier.org/pdf/PA_Report.pdf

“Reclaiming the Commons,” Yes! Magazine (Summer 2001)
http://www.yesmagazine.com/18Commons/

“Reclaiming a Commons,” Lawrence Lessig (May 1999)
http://cyber.law.harvard.edu/events/lessigkeynote.pdf

Conteúdo Aberto: as comunidades de software livre e de código aberto inspiraram o que algumas vezes é chamado de “conteúdo aberto”. Alguns detentores de direitos autorais disponibilizaram livros, música e outras obras criativas sob licenças que permitem que qualquer pessoa copie e faça outros usos das obras sem permissão específica ou pagamento de royalty. Creative Commons espera construir sobre o trabalho desses pioneiros criando cláusulas que podem ser combinadas para permitir a disponibilização de obras para cópia e reuso criativo.

“Open content,” Wikipedia Encyclopedia
http://www.wikipedia.com/wiki/Open_content

“Why Open Content Matters,” Bryan Pfaffenberger, Linux Journal (Apr. 11, 2001)
http://www.linuxjournal.com/article.php?sid=4709

“Open Content,” Berkman Center for Internet & Society
http://cyber.law.harvard.edu/projects/opencontent.html

Licenças correlatas pelo mundo:

Design Science License
http://www.gnu.org/licenses/dsl.html

Free Art License
http://artlibre.org/licence/lalgb.html

Free Music Public License
http://www.fmpl.org/

Open Content License
http://opencontent.org/opl.shtml

Open Music License
http://openmusic.linuxtag.org/showitem.php?item=209

Open Publication License
http://opencontent.org/openpub/

GNU Free Documentation License
http://www.gnu.org/copyleft/fdl.html

Realização

MutGamb
Coletivo editorial nascido na rede MetaReciclagem que articula publicações colaborativas sobre temas como apropriação criativa de tecnologias, cultura digital experimental e redes colaborativas.
http://mutgamb.org

 

STATUS – articulação e captação

Etapas/Ajuda/Recursos:

1) Interface para agregar vídeos e externaizar o processo
- ajuda:
*design
*telaria/ai
- custo:
*servidor
*hospedagem

2) Equipe/Equipo
- ajuda:
* câmeras
* edição
* roteiro
* fotografias
* posts das itinerâncias

Algum recurso pode vir daqui:

http://www.changemakers.com/pt-br/citizenmedia/entries/em-busca-do-brasil-prec%C3%A1rio


terça, abril 5th, 2011

BioDigital

Bio Digital é uma proposta metodológica aberta que visa à integração da cultura, tecnologia, meio ambiente, participantes e comunidade local. Os métodos sugeridos envolvem desde a infra-estrutura do evento até a saúde e segurança dos trabalhadores, passando, claro, pela redução e mitigação dos impactos ambientais associados.

A primeira versão de Bio Digital foi lançada no dia 18 de novembro de 2009 durante o Fórum da Cultura Digital Brasileira, esperando chamar a atenção de organizadores, público e fornecedores para práticas e conteúdos que enfatizem o bem coletivo, através de atitudes simples, como evitar o uso de copos plásticos e embalagens descartáveis, e bem planejadas, como a escolha dos fornecedores.

Acesse a plataforma BioDigital


segunda, novembro 22nd, 2010

Tr3e

Tr3e foi dealizado em outubro de 2009, durante  o primeiro ThackDay na Casa de Cultura Digital, por Thiago Carrapatoso. Contou com o desenvolvimento de Fabricio Leotti e Leslie Quintanilla.

Trata-se de um mashup com o Google Maps que compara as três metodologias do INPE (PRODES, DETER e DEGRAD) a cerca do monitoramento do desmatamento na Amazônia, seus diferentes dados e abordagens.

http://tree.veredas.net


quinta, novembro 18th, 2010

EcoLabs

Sobre


EcoLabs é uma intervenção urbana que materializa “arenas hiperarbóreas” ou “bio-ágora”. A proposta: realizar a apropriação de praças/canteiros, áreas verdes particulares, ou mesmo telhados,  re-arquitetando-os com elementos de bioconstrução, permacultura  e recomposição ambiental por meio de manejo florestal em espaços urbanos, a partir de recombinações de espécies e seus processos de sucessão biológica – efeito clareira, presença de redes micro (fauna e flora). Trata-se de uma  alternativa vocacional para o “não lugar”, o meio transgênico, reconfigurado, abandonado.

Atualmente praças, canteiros, e áreas verdes urbanas são “adotadas para manutenção”, por empresas privadas, que realizam um simples trabalho de poda da grama. Ecolabs propõe o oposto aos projetos caríssimos com espécies exóticas e ornamentais: a recuperação da área urbana a partir de seu bioma original,  trazendo em microescalas fluxos biológicos para as cidades.

O conceito EcoLabs conecta a construção de conhecimentos e habilidades intuitivas, além de estar fundamentada na essência da sociedade livre. A cultura de rede rompeu com a divisão separatista e concebeu uma nova forma de interpretar a cultura, envolvendo a natureza e as conexões do meio, podendo ser elas controláveis ou autônomas. Ou seja, a cultura avança, torna-se híbrida, e os poderes naturais migram para outros campos como a nanotecnologia, a manipulação genética, os ambientes inteligentes. Deste modo, a evolução da tecnologia torna-se o novo objeto de investigação sobre a definição do “natural”. Um ambiente-palco para estreitar e delinear perspectivas em que os ecossistemas, a vida, sua evolução e suas aplicações sejam abordadas juntamente com a tecnologia – já que ela é produto de elementos naturais, sejam eles materiais ou intelectuais.

O ponto mais importante, seria  abrir precedente para as Unidades de Conservação Urbanas de Uso Sustentável com Gestão Compartilhada (oscips + ongs + comunidade local), em dois âmbitos:

- Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RGS) – permite proteção ambiental e uso sustentável dos recursos naturais pelas populações tradicionais que vivem nos limites das áreas. Aplicaríamos tal uso aos parques, praças, canteiros e similares.

- Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) – áreas particulares que tem por objetivo preservar espaços de importância ecológica ou paisagística. Os proprietários devem reverter parte da área ou total dela para RPPN, que teria a medida proporcional isenta de imposto territorial – sendo aí somente permitidas atividades de pesquisa cientifica, ecoturismo, recreação e educação ambiental (aqui entram os jardins e telhados verdes). Aplicaríamos tal uso às áreas verdes urbanas particulares: jardins, telhados, lajes e afins.

Objetivos

- Investigar o meio ambiente urbano como suporte e interface de vida.

- Enfatizar a necessidade da reapropriação das áreas verdes metropolitanas com intervenções híbridas, construção em rede, rede aberta, inteligência coletiva (tanto em projetos quanto em sistemas), cristalização de culturas livres e mídias convergentes no cenário contemporâneo globalizado.

- Rearquitetar o ambiente urbano e proporcionar ganhos na qualidade de vida da cidade.

Metodologia

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