EcoLabs

Sobre


EcoLabs é uma intervenção urbana que materializa “arenas hiperarbóreas” ou “bio-ágora”. A proposta: realizar a apropriação de praças/canteiros, áreas verdes particulares, ou mesmo telhados,  re-arquitetando-os com elementos de bioconstrução, permacultura  e recomposição ambiental por meio de manejo florestal em espaços urbanos, a partir de recombinações de espécies e seus processos de sucessão biológica – efeito clareira, presença de redes micro (fauna e flora). Trata-se de uma  alternativa vocacional para o “não lugar”, o meio transgênico, reconfigurado, abandonado.

Atualmente praças, canteiros, e áreas verdes urbanas são “adotadas para manutenção”, por empresas privadas, que realizam um simples trabalho de poda da grama. Ecolabs propõe o oposto aos projetos caríssimos com espécies exóticas e ornamentais: a recuperação da área urbana a partir de seu bioma original,  trazendo em microescalas fluxos biológicos para as cidades.

O conceito EcoLabs conecta a construção de conhecimentos e habilidades intuitivas, além de estar fundamentada na essência da sociedade livre. A cultura de rede rompeu com a divisão separatista e concebeu uma nova forma de interpretar a cultura, envolvendo a natureza e as conexões do meio, podendo ser elas controláveis ou autônomas. Ou seja, a cultura avança, torna-se híbrida, e os poderes naturais migram para outros campos como a nanotecnologia, a manipulação genética, os ambientes inteligentes. Deste modo, a evolução da tecnologia torna-se o novo objeto de investigação sobre a definição do “natural”. Um ambiente-palco para estreitar e delinear perspectivas em que os ecossistemas, a vida, sua evolução e suas aplicações sejam abordadas juntamente com a tecnologia – já que ela é produto de elementos naturais, sejam eles materiais ou intelectuais.

O ponto mais importante, seria  abrir precedente para as Unidades de Conservação Urbanas de Uso Sustentável com Gestão Compartilhada (oscips + ongs + comunidade local), em dois âmbitos:

- Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RGS) – permite proteção ambiental e uso sustentável dos recursos naturais pelas populações tradicionais que vivem nos limites das áreas. Aplicaríamos tal uso aos parques, praças, canteiros e similares.

- Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) – áreas particulares que tem por objetivo preservar espaços de importância ecológica ou paisagística. Os proprietários devem reverter parte da área ou total dela para RPPN, que teria a medida proporcional isenta de imposto territorial – sendo aí somente permitidas atividades de pesquisa cientifica, ecoturismo, recreação e educação ambiental (aqui entram os jardins e telhados verdes). Aplicaríamos tal uso às áreas verdes urbanas particulares: jardins, telhados, lajes e afins.

Objetivos

- Investigar o meio ambiente urbano como suporte e interface de vida.

- Enfatizar a necessidade da reapropriação das áreas verdes metropolitanas com intervenções híbridas, construção em rede, rede aberta, inteligência coletiva (tanto em projetos quanto em sistemas), cristalização de culturas livres e mídias convergentes no cenário contemporâneo globalizado.

- Rearquitetar o ambiente urbano e proporcionar ganhos na qualidade de vida da cidade.

Metodologia

ecolabs_1_0


Licença Creative Commons 2014 por v e r e d a s.
Assine o RSS Feed – Posts ou só os Comentários

Pauârd bai ImprensaDaPalavra
Desainhed bai Graph Paper Press e customizações por Thiago Carrapatoso